☁ Ovar ◷ 14 de Outubro de 2026 • 22:42
ESPAÇO PUBLICITÁRIO

Em 2027 os grupos de Carnaval vão receber 249.341,91 € de apoios

Foi aprovado em reunião de câmara o apoio do próximo ano para os grupos de Carnaval (24). Uma redução em relação a 2026 de cerca de 30 mil euros
Ouvir notícia
≈ 3 min
Pronto

Foi aprovado em reunião de câmara o apoio do próximo ano para os grupos de Carnaval (24). Uma redução em relação a 2026 de cerca de 30 mil euros.

Entretanto o executivo já envio o relatório e contas do Carnaval de 2026 para a assembleia municipal, e já possível mostrar um resumo da operação deste ano.

Em termos globais, a despesa do Carnaval de Ovar 2026 ascendeu a 1 427 442,66 €, representando um aumento de 113 535,61 € face a 2025, ou seja, cerca de 8,6%. Este aumento decorre essencialmente da aquisição de bens e serviços, que registou uma subida de 113 915,61 €, enquanto os apoios diretos aos grupos, escolas de samba e associações de pais se mantiveram praticamente estáveis.

A receita global atingiu 585 894,00 €, menos 126 605,93 € do que em 2025.

O esforço municipal líquido, correspondente à diferença entre a despesa global e a receita global, situou-se em 841 548,66 €.


O Carnaval não são apenas os dias da semana do Entrudo, em fevereiro ou março de cada ano. Ovar reveste esta festa global de caraterísticas próprias.

Milhares de pessoas agrupadas nos 24 grupos que integram o corso de Carnaval trabalham todo o ano, de forma desinteressada, voluntária e de total entrega.
Todos os anos se exercita o poder criativo de cada grupo no desenvolvimento da ideia a mostrar no corso. E depois há que construir, costurar, pintar, ensaiar, viver.
Criatividade, sentido de humor, história e conhecimento, grupo, muito esforço e dedicação. Arriscamos a dizer que isto é o Carnaval, e no corso é apenas para receber a ovação do esforço e da dedicação.
Isto é também comunidade, sociedade. É o combate à solidão e o reforço dos laços. É transversal a todas as idades e estratos socioeconómicos.  
E é motor de desenvolvimento da economia circular.

Tudo isto é Carnaval.

Fica para a discussão o modelo de gestão e organização da festa. Há um dado fechado, sem o apoio financeiro da câmara, não é possível, ou é demasiado difícil.

Há quem defenda que possa ser organizado por uma empresa municipal, ou privada, uma fundação, organizado pelos próprios grupos, mas ninguém afirma que o Carnaval não faz sentido. E há, há muitos que não gostam.

Em campanhas eleitorais, há um ano, foram apresentadas propostas. Muitos apenas propuseram formas, artistas a convidar, formas de fazer, isto é, na definição e não na construção. Outros debruçaram-se sobre o local dos desfiles. Mais largura no atual, bancadas fixas, locais próprios, um sambódromo. No fim do dia há que promover o debate e criar soluções e propostas, e depois convencer o executivo, que tem a faca e o queijo na mão.

ESPAÇO PUBLICITÁRIO