☁ Ovar ◷ 30 de Outubro de 2026 • 14:16
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Alcobre motivou reunião extraordinária da Assembleia Municipal

A necessidade de um contrato de compra e venda de terreno da Câmara sob a alçada do ICNF para expansão da empresa ALCOBRE (com 116 anos de vida), e a necessidade da sua aprovação em plenário, levou a assembleia municipal de Ovar…
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A necessidade de um contrato de compra e venda de terreno da Câmara sob a alçada do ICNF para expansão da empresa ALCOBRE (com 116 anos de vida), e a necessidade da sua aprovação em plenário, levou a assembleia municipal de Ovar a reunião extraordinária.
Esta necessidade surge no decorrer de uma candidatura da empresa a um PIN, projeto interesse nacional submetido ao AICEP.
Este PIN prevê o Investimento de 50 milhões de Euros e a criação de novos 100 postos de trabalho. O Contrato em apreciação aliena o espaço por 2,5 milões de Euros.
O diploma acabou por ser aprovado com dois votos de abstenção de dois dos deputados independentes eleitos pelo AGIR.
Duas notas, a de que o Partido socialista propões que parte da verba fosse reinvestida na proteção do Pinhal, e que o Presidente desafiou a deputada Daniel Lopes a apresentar provas das ilegalidades que referiu ou a pedir desculpa pela afirmação.

Mas, como é hábito, a reunião teve início com a intervenção do público e dessas intervenções resumimos alguns pontos.

Fui solicitada uma intervenção rápida nas escolas do concelho, a requerer intervenções técnicas e de recursos humanos.
Por um lado foram apresentadas as dificuldades da Habitovar onde se sublinhou o mau estado do pavimento do campo de futebol, a falta de espaço de recreio coberto, obrigando os 210 alunos, em períodos de chuva, refugiarem-se no refeitório, onde se assinalou ainda a falta de equipamentos na cozinha da escola.
Também se colocaram questões sobre intervenções na escola secundária de Esmoriz e da escola Florbela Espanca.
A necessidade de contratação de mais assistentes operacionais foi também referida.
E no caso da Habitovar referiu-se ainda que os esgotos costumam transbordar contaminando o espaço da escola.
Sobre este tema o executivo explica que aguarda a aprovação de pedido de financiamento submetido à CCDR centro, um investimento calaculado em 15 milhões de euros.
Foi mais uma vez alertado o executivo para a necessidade de limpar as redes pluviais do concelho, uma vez que as chuvas estão à porta.
Sobre a recolha de lixo, foi questionada a câmara sobre a frequência da recolha e a limpeza das áreas envolvidas e questionada sobre se a situação alarmante do lixo se deve à má recolha ou à falta de civismo dos munícipes.

Foi ainda questionada a situação de investimentos em Esmoriz, referidas as escolas já citadas e ainda a obra da Esmoriztur. Esta intervenção procurou estabelecer uma relação do contributo da freguesia para o orçamento municipal e em oposição o investimento que este faz na freguesia.

Por fim a intervenção, relacionado com a agenda reunião, da aprovação deste contrato, pela associação Mais Pinhal.

Aproveitou a oportunidade para informar que a Mais Pinhal é agora uma Organização Não Governamental Ambiental (ONGA), só possível pelo fato da candidatura requere mais de 100 associados e isso ter sido alcançado.

Entre as várias referências ao trabalho da associação na proteção do perímetro florestal e incidindo ainda nas camarinhas e na sua fragilidade.
Mas a essência da intervenção foi exatamente a desafetação de área florestal para a expansão de uma empresa industrial. A organização sublinha a sua oposição a estas desafetações, e pergunta se esta é a única solução, se não há outros espaços, ou outras alternativas, e referiu ainda a necessidade de encontrar espaços dentro da área do pinhal.
O Presidente de camara, usando até a reunião da comissão especializada, informou que de fato esse trabalho, essa pesquiza havia sido feita, e que esta proposta já tem em conta a única possibilidade de expansão e manutenção da empresa no concelho

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