A Lara Neves de Arada fez um InterRail da Erasmus quando fez 18 anos.

A DiscoverEU é uma das iniciativas do Programa Erasmus+ que oferece a jovens de 18 anos a oportunidade de conhecer a Europa através de viagens de comboio. Esta proposta soa quase “demasiado boa para ser verdade”, mas, a realidade, é que eu fui uma das jovens que teve o privilégio de usufruir desta iniciativa.
O meu nome é Lara Neves e candidatei-me ao DiscoverEU em 2026. O processo de candidatura é rápido e intuitivo, portanto nenhum jovem deve deixar de tentar: bastam alguns minutos para responder a algumas perguntas e tornam-se possíveis vencedores de uma das melhores viagens da vossa vida.
Sobre a minha viagem… Realizei a candidatura com um dos meus melhores amigos, no entanto tínhamos planos distintos quanto à viagem: eu queria fazê-la o mais rapidamente possível, aproveitar logo a minha oportunidade, e ele queria usufruir do passe apenas no ano seguinte. Assim, encontrei o meu primeiro dilema… viajar sozinha ou ceder e aguardar pelo meu amigo.
Antes da viagem propriamente dita, a organização nacional do Erasmus em Portugal organiza o Pre-Departure Meeting. Graças a este dia, onde viajantes de todo o país se reúnem para compartilhar os seus receios e expectativas, conheci o Francisco. Este rapaz de Leiria e eu tínhamos apenas duas coisas em comum: o sonho de conhecer novos rumos e a falta de companhia. Decidimos então que faríamos a nossa viagem em conjunto. Muito importante para os futuros viajantes: permitam-se conhecer aqueles que cruzam o vosso caminho! As histórias mais bonitas surgem quando menos esperam.
Graças à DiscoverEU conheci sete países numa viagem de cerca de 20 dias.
A minha viagem iniciou-se em Itália, onde explorei Roma, Florença e Como. Em Itália encontrei beleza, cultura e gastronomia. Há sempre jovens com quem compartilhar experiências, há sempre música nas ruas e animação a cada esquina.
Seguimos para a Suíça, onde conheci a cidade de Interlaken. Um encontro perfeito entre lagos e montanhas. Os comboios panorâmicos estão incluídos no passe do programa e talvez essas tenham sido as paisagens mais bonitas que alguma vez vi (em longos 18 anos, portanto…). A Suíça surpreendeu pelas montanhas, natureza e frescura.
O terceiro país que visitei foi a Eslovénia. Nadei em Bled e conheci pessoas incríveis em Ljubljana. Um país pequeno mas repleto de uma beleza simples e merecedora de toda a atenção.
Seguimos então para a Croácia, onde passamos por Zagreb, Split e Dubrovnik. Comboios noturnos, ambientes energéticos e praias. Uma cultura já bastante diferente e um ambiente agora mais quente.
O quinto país não fazia parte da rede da DiscoverEU, mas sempre gostei de explorar ainda mais do que aquilo que seria esperado. Por isso, viajamos de autocarro até Montenegro. Um ambiente muito diferente dos anteriores, com uma cultura mais restrita. E ainda assim um país lindíssimo que nos ensinou mais sobre a sua história e passado.
Do mesmo modo surgiu a Sérvia. Um país tão distinto de todos os outros pelos quais passei. Um país que ainda reflete tanto o seu passado sem deixar de maravilhar com aquele que é o seu presente. Belgrado é uma capital que se impõe no tempo, onde cada rua conta uma história.
Terminei a viagem em Budapeste, na Hungria. Esta talvez seja a cidade mais pretendida por viajantes que, tal como eu, usufruem da Europa através do comboio. Uma cidade vibrante durante a noite e de tirar o fôlego com a sua beleza durante o dia.
Regressei a Portugal recheada das melhores memórias, mas principalmente com o desejo de saber mais e conhecer mais. Conhecer aquilo que é diferente de nós é abrir portas para que possamos conhecermo-nos a nós mesmos e, enquanto jovem, fascina-me a quantidade de experiências que ainda tenho por viver, a quantidade de fronteiras que ainda não cruzei.
Serei eternamente grata à DiscoverEU e ao Programa Erasmus+. O conhecimento não ocupa espaço e a curiosidade será sempre um motor da vida. Portanto, para todos os outros jovens: experimentem, arrisquem e saiam da vossa zona de conforto. Por vezes, para valorizarmos o que nos rodeia precisamos de ver os contornos e isso só é possível quando damos passos para fora do nosso núcleo.
DiscoverEU em noticia, AQUI!
Conhece também o Gonçalo Gilvaz de Válega que viaja no próximo ano, AQUI!



