Rio Caster com foco de Poluição, de novo!

Os amigos do Caster, em comunicado alertam para focos de poluição no Rio Caster.
Numa visita ao parque urbano de Ovar a água do rio apresentava-se muito turva e com manchas de espuma à superfície em consequência de mais uma descarga poluente. As manchas eram mais evidentes junto aos pequenos açudes que se encontram no troço do rio que atravessa o Parque Urbano. Algumas dessas massas espumosas acumulam-se junto à vegetação das margens formando camadas de sobrenadante com aspecto oleoso. Estas descargas de poluentes para o rio continuam a ocorrer com alguma frequência, degradando o ecossistema e comprometendo a qualidade da água, tornando-a incompatível com a vida.
Para além deste foco de poluição, os amigos do Caster encontraram ainda restos de vegetação (ramos, canas, etc..) que foram cortados numa acção de limpeza das margens do rio, foram deixados no local, quando deveriam ter sido removidos imediatamente após o corte. Estes resíduos encontram-se nas margens e no leito do rio. A permanência desta acumulação de matéria orgânica nas margens e no leito do rio constitui um foco de poluição orgânica. A decomposição desta matéria orgânica reduz o oxigénio de água utilizado pelas bactérias na sua acção de decomposição, levando ao aumento de nutrientes que terão como consequência a eutrofização da água do rio, levando à morte da biodiversidade que nele habita.
Ambas as situações levaram a associação a denunciar formalmente este foco de poluição junto do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR. Para além da denúncia àquela força de segurança, os Amigos do Cáster apelaram à Câmara Municipal para que se empenhe na identificação da fonte daquelas descargas poluentes, e na permanente articulação com a GNR no sentido do apuramento e atribuição de responsabilidades, apesar do rio atravessar outros concelhos e isso dificultar esta investigação.
À Cãmara Municipal de Ovar, os amigos do Caster pedem que, com a maior brevidade possível, corrija a situação exposta, com a imediata remoção dos restos vegetais que foram cortados, e que indevidamente foram mantidos no local após o corte; instaram a que a Câmara Municipal assegure a formação adequada dos trabalhadores que executam os procedimentos de manutenção do Parque Urbano, sobre os procedimentos correctos a adoptar no corte de vegetação e consequente recolha da matéria orgânica, assegurando que situações como a ora reportada não se repitam.








