Os vereadores do partido socialista de ovar, bem como o próprio partido socialista concelhio, e ainda os deputados municipais do agir, através das suas redes sociais, questionam a câmara municipal de Ovar sobre a possibilidade de Ovar ficar sem a sua ambulância do INEM.
A questão surge na sequência de um comunicado da comissão de trabalhadores do INEM e do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, que neste domingo dia 2, alertava para a reestruturação do INEM com a ameaça da retirada de 100 ambulâncias do serviço do INEM, acrescentado que daí viria uma menor capacidade de resposta.
Pouco tempo depois o governo veio desmentir esta situação, acusando os sindicatos e trabalhadores de mentir, garantindo que está de fato a decorrer uma reestruturação dos serviços, mas que em nada afeta os utentes, eventualmente até criando melhorias no serviço. O que se programa é que algumas ambulâncias saiam da jurisdição do INEM e passem para as ULS, como no caso a do hospital de São Sebastião da Feira. Não muda a localização da ambulância nem a forma de a chamar, que será sempre o 112.
Pode eventualmente ser apenas um alarme político e não uma situação real de preocupação.
Na realidade pode mudar quem administra ou gere e não quem usa os serviços do INEM.
Em todo o caso, para que o leitor entenda o funcionamento das instituições, não seria nunca a autarquia, qualquer autarquia, a responsável pela reversão desta hipotética situação, mas sim o governo central, e neste caso o ministério da Saúde.
O encerramento das urgências do Hospital de Ovar já tinha gerado grande alarme e ação da população, e pior ainda a passagem da administração de saúde para a ULS de Aveiro.
Hoje, integrado na Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga, com sede na feira, Ovar está a 12 quilómetros de um serviço de urgências.
O Notícias de Ovar tinha já publicado em Março, um artigo sobre o funcionamento da Saúde no concelho.
“Um modelo de saúde em Transformação“
