Decorreu esta sexta-feira, 8 de Maio, em Maceda, a inauguração do edifício da Esquadra 551 “Panteras” na Base aérea nº 8.
Estiveram presentes o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Sérgio da Costa Pereira. o presidente da Câmara Municipal de Ovar Domingos Silva e o presidente da Junta de Freguesia de Maceda, Américo da Fonseca.
As origens da Esquadra 551 remontam a 1978 quando, através da Diretiva N.º 3/78 do CEMFA de 17 de janeiro de 1978, iniciou atividade como sucessora da Esquadra de Helitransporte e Ligação – AL III, integrada no Grupo Aéreo de Helicópteros (GAH) da Base Aérea N.º 6 (BA6), no Montijo.
Ao longo da sua história, a Esquadra 551 notabilizou-se pela operação dos Alouette III em ambiente marítimo, com ênfase para as missões de vigilância e salvamento na orla costeira e na participação em operações realizadas em ambiente naval.
Durante o ano de 1978 foram ativados vários destacamentos, de norte a sul do país, entre o início de julho e o final de setembro, assegurado pela Esquadra 551 destinados a apoiar o combate aos fogos florestais.
Naquela altura, a Esquadra 551 ficou reconhecida pela organização periódica do exercício “Miscaros”, para o qual eram destacadas as tripulações, manutenção e helicópteros para Ovar. Era a partir desta plataforma que se lançavam as missões táticas de ataque e guiamento de aeronaves para bombardeamento, em colaboração com a Esquadra 301 dos Fiat G91. Este exercício permitia que a Esquadra estivesse apta a desenvolver as suas missões a partir de qualquer local, servindo em simultâneo para a preparação da participação no exercício Júpiter, este já com o envolvimento de mais meios e de outras esquadras de voo.
Em 1979, uma missão marcou a história da Esquadra 551 que esteve fortemente empenhada na recolha e transporte de pessoas em Santarém devido à subida das águas do rio Tejo.
A Esquadra prestou ainda apoio ao Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea na realização dos cursos de fuga e evasão, um programa de treino de sobrevivência essencial para as tripulações.
Mais tarde, a partir de 1982, a Esquadra 551 passou também a garantir a operação e qualificação dos pilotos de helicópteros.
Em 1986, por intermédio de um despacho do Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea de 3 de julho, a Esquadra 551 seria desativada por unificação com a Esquadra 552.
Depois de um interregno de 37 anos, a Esquadra 551 veria novamente a luz do dia. Em 2018, através da Resolução do Conselho de Ministros N.º 139, o Estado transferiu a gestão dos meios aéreos para combate a incêndios para a esfera da Força Aérea.
Seguidamente, através da Resolução do Conselho de Ministros N.º 27/2021, foi autorizada a despesa para a aquisição de meios aéreos para o combate a incêndios, da qual resultou, entre outros, a aquisição de seis helicópteros UH-60 Black Hawk. Depois de um processo célere de reconfiguração daqueles helicópteros para a missão de combate aos incêndios rurais, os dois primeiros helicópteros UH-60 Black Hawk forma apresentados em 22 de novembro de 2023 no, então, Aeródromo de Manobra N.º 1, Ovar, onde iriam ficar sediados.
Com este ato, dois dias depois, em 24 de novembro, era oficializada a reativação da Esquadra 551, batizada com o cognome “Panteras”, edificada agora na Base Aérea N.º 8 e equipada com helicópteros UH-60 Black Hawk, ficando dedicada à missão de combate aos incêndios rurais através, sobretudo, da operação de combate aéreo e de projeção de operacionais no terreno.
O Aeródromo de Manobra N.º 1 (AM1) foi uma unidade da Força Aérea edificada a partir de 1957, através de uma construção faseada que ficou concluída em 1966. Inicialmente, teve como finalidade proporcionar facilidades de estacionamento e apoio a aviões de Patrulhamento Marítimo da NATO, em caso de guerra, quando se vivia o período da Guerra Fria.
Em 22 de novembro de 1963, pela Portaria n.º 20183, entretanto revogada pela Portaria n.º 20363 de 06 de fevereiro de 1964, definiu-se que o AM1 dependia da 1.ª Região Aérea “para o enquadramento do pessoal da Força Aérea necessário à guarda das instalações e sua manutenção em estado de utilização”. Era sua missão apoiar aviões de patrulhamento marítimo e luta antisubmarina nas áreas “Southern Cinceastlant and Cinciberlant”.
A Portaria N.º 20584 de 13 de maio de 1964 atualizou a finalidade do AM1 para “enquadramento eventual de unidades aéreas operacionais”, tendo sido utilizado por forças aéreas da NATO: Portugal, França, Reino Unido e Estados Unidos.
Em 2 de abril de 1965 foi atribuída à Força Aérea a responsabilidade da manutenção e operação do AM1/INOVAR, tendo, até à sua desativação, ter-se considerado este dia como o Dia da Unidade
Dois dias depois da apresentação dos dois primeiros UH-60 Black Hawk que ocorreu em 22 de novembro, em 24 de novembro de 2023, pelo Despacho n.° 95/2023 do CEMFA, o AM1 foi transformado em Base Aérea N.º 8. O dia da unidade celebra-se a 24 de novembro, mantendo a BA8 o lema do AM1, “Sou da Forte Europa Belicosa”. No mesmo dia, foi reativada a Esquadra 551 – “Panteras”, que ali fica sediada a operar o UH-60 Black Hawk, sendo a primeira Esquadra de Voo atribuída à BA8.
A BA8 herda também a permanência do destacamento aéreo da Esquadra 552 – “Zangões”, com um helicóptero AW119 Koala dedicado sobretudo às missões de Busca e Salvamento.