Quer o Jornal quer a Rádio são duas áreas da responsabilidade da Comissão de Melhoramentos de Esmoriz, oficialmente fundada em 21 de agosto de 1953, com os primeiros estatutos aprovados pelo Governador Civil de Aveiro. Teve 19 sócios fundadores, entre eles Alexandre de Castro Soares, Alexandre de Sá, Alfredo de Sá, António Gomes da Silva Barra, Joaquim de Oliveira e Silva, Padre Manuel Dias da Costa, Manuel Rey e outros esmorizenses.
Os seus objetivos originais: colaborar com a autarquia e organismos oficiais; promover atividades culturais, sociais e recreativas; desenvolver a promoção turística; defender os interesses de Esmoriz e contribuir para o desenvolvimento económico e social da localidade.
Em 1953 a primeira iniciativa foi o desenvolvimento e exploração do restaurante Barrinha, hoje Barramars onde ainda permanece um moral alusivo à comissão.
Em 15 de agosto de 1956, apenas três anos depois da fundação da Comissão, sai o primeiro número de A Voz de Esmoriz. O fundador foi Alexandre de Castro Soares, um dos 19 fundadores da CME e uma figura profundamente ligada à defesa da terra. Foi diretor do jornal até 1971.
Alexandre tinha nascido nos Castanheiros, em Esmoriz, e passou parte da juventude no Brasil. Quando regressou, envolveu-se fortemente no desenvolvimento da sua terra.
Tinha vocação para as letras e para a poesia, mas sobretudo uma forte ligação à identidade local.
Nos primeiros tempos era quinzenal, tinha o preço de 1$00 e era impresso na Tipografia Esmorizense.
Tinha uma função quase cívica e cultural: divulgar acontecimentos locais, defender causas da terra, promover as coletividades e ajudar a combater o analfabetismo existente na região.
Hoje, A Voz de Esmoriz continua a existir, com periodicidade mensal, e publica informação sobre Esmoriz, Ovar e a região, além de notícias das coletividades, opinião e outros conteúdos. A publicação indica atualmente uma tiragem de cerca de 1.500 exemplares, destinados a sócios, assinantes e pontos de distribuição.
A Rádio Voz de Esmoriz foi fundada em 29 de março de 1987, por Orlando Santos. A rádio começou numa espécie de génese pirata, antes da sua legalização. Inicialmente emitia nos 90,5 MHz e, depois da legalização, passou para os 93,1 MHz.
A criação da rádio foi um investimento significativo para a época: segundo a própria Comissão, foram investidos cerca de 3 mil contos para criar uma rádio equipada com tecnologia considerada avançada naquele momento. A legalização é confirmada por documentação oficial: a Comissão de Melhoramentos de Esmoriz tinha o alvará para radiodifusão desde 9 de maio de 1989, com emissão em FM nos 93,1 MHz
Ao longo dos anos, muitas Comissões de Melhoramentos portuguesas desapareceram, transformaram-se em IPSS, criaram equipamentos sociais, jardins, arruamentos, etc.
A de Esmoriz tomou outro caminho.
Hoje mantém:
Comissão de Melhoramentos de Esmoriz
→ Jornal A Voz de Esmoriz
→ Rádio Voz de Esmoriz
→ site/presença digital
→ eventos e iniciativas culturais
→ promoção de Esmoriz
Alguns dos diretores do jornal, 1956–1971 Alexandre Castro Soares, 1972–1974 Luís Manuel Bastos da Silva Dias, 1974 Cândido Marques Monteiro, 1975 Maria Manuela Mourão Correia de Sá, 1975–1977 José Cerqueira Fernandes, 1977–1987 Padre Manuel António Alves da Silva. Atualmente o seu diretor é Aurélio da Silva Gomes, empresário.
Longa vida!





