António Santos, que foi candidato à junta de freguesia de Maceda publicou nas redes sociais uma carta aberta e um vídeo, sobre o estacionamento na zona da praia de Maceda, preocupado com o volume, mas também com a carga que esse tráfego intenso pode representar para uma costa que é instável e está fragilizada.
De fato na medida em que o verão avança este problema é cada vez mais sentido, e a mudança do bar de apoio para zona que já foi de estacionamento veio agravar a situação. Mas pior ainda é o espaço do cruzamento da Base aérea até ao final da zona da praia de Maceda que tem as margens da estrada florestal carregadas de carros estacionados de forma caótica anulando a circulação em duas vias.
A nível nacional há já praias a quem foi impossibilitado o estacionamento e até mesmo o trânsito. O exemplo maior são as praias da serra da Arrábida, em setúbal, como Figueirinha, Galapos e Portinho da Arrábida, que são servidos por autocarros e dispões de um grande parque de estacionamento no inicio do acesso à zona.
Mas há ainda a Praia do Vau / Falésia (Albufeira): Embora o acesso rodoviário exista, em épocas de maior afluência são frequentemente implementados parques de estacionamento periféricos e linhas de autocarro dedicadas para reduzir o tráfego junto à falésia.
Também na Costa da Caparica há praias servidas pelo velho comboio de praia e agora interditas ao transito.
Servem estes exemplos para lançar a debate a possibilidade de ser vedar o transito na estrada florestal, ou de o manter para ligar as povoações, mas abolir de todo o estacionamento, criando parques a norte e a Sul e montando um shuttle com serviços de autocarros gratuitos.
Para alem do peso do estacionamento, esta carga de veículos é também prejudicial para o equilíbrio ecológico sendo uma preocupação para a proteção do Pinhal onde se integram estas praias.
