Pedro Albuquerque (Aveiro, 1992) revelou, desde cedo, apetência para as artes. Começando pela pintura, sentiu pouco depois a urgência de se comunicar por escrito. O seu amor pela Literatura chegou antes mesmo de aprender a escrever, pedindo à família para que pusesse em papel aquilo que lhe vinha na alma. Com a entrada na escola, descobriu o verso e a declamação. Mais tarde, no secundário, criou um blogue mantendo-se ligado a outras formas de escrita. Mestre em Engenharia e Design de Produto pela Universidade de Aveiro, trabalhou vários anos na área até se virar para dentro e não mais largar os livros. Lançou “ExTratos Dramáticos” em 2022 e “Contos Manhosos e Outras Histórias” em 2025. Atualmente, encontra-se publicado em oito países.
A pandemia de 2020 foi a desculpa (im)perfeita para se focar inteiramente na escrita e em 2022 lançou ExTratos Dramáticos com prefácio de Pedro Branco e homenagens a Sophia de Mello Breyner, José Mário Branco e Caetano Veloso. O compêndio de poesia e prosas poéticas, que havia escrito quase dez anos antes, foi nomeado para “Livro de Poesia do Ano” – Prémio Cordel d’Prata, foi (parcialmente) adaptado a Banda-Desenhada e deu o mote para que iniciasse uma longa digressão nacional que contou com a participação de poetas, críticos literários e músicos como: O Marta, Pedro Branco, Paco Nabarro, Rita Marreiros, Cristina Marques ou Fábio Borges.
Desde então, tem participado em Feiras do Livro e Festivais Literários, sido declamado em locais como o Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra) ou a Associação Cultural Macaréu (Porto) e lido a sua poesia em vários espetáculos e encontros literários. É de destacar a Purga (Lisboa), a convite de Nerve, o Romp Coletivo (Porto), organizado pelo Associação Musas, ou as Raias Poéticas (Famalicão), a cargo de Luís Serguilha. Tem, igualmente, dado palestras e workshops em escolas secundárias e universidades. É exemplo o congresso internacional “A infância seus espectros e espetadores – a aventura dos pequenos nas cartilhas da Literatura”, para alunos de letras da Universidade Federal de Paraíba (Brasil), e a “Oficina de Poesia a partir da tradição oral africana” com Zetho Cunha Gonçalves na Escola Secundária José Estêvão (Aveiro).
Destacam-se ainda os dois prémios de poesia de São João da Madeira – “Poesia na Corda” em 2023 e 2025, o encerramento do “Jornal 2” da RTP (Portugal), a extensa reportagem para a Camões TV e para o Jornal Millenium Stadium (Canadá), a presença no programa “Histórias que devem ser contadas” da Record TV (Brasil), a entrevista para ”El Trapezio” (Espanha), múltiplas conversas em rádio e podcasts e as várias intervenções em eventos internacionais, nomeadamente a presença, enquanto representante dos poetas de Língua Portuguesa, no lançamento da “6ª Colectânea de Poesia Lusófona” no Consolado-Geral de Portugal em Paris (França).
A par com os livros, publicou em antologias, jornais e revistas nacionais como a “Folhas, Letras & Outros Ofícios” e internacionais como a “Revista Sucuru” (Brasil), a “Revista Innombrable” (México), a “Revista Espejo de Agua” (Chile), a “Revista Kopek” (Espanha) ou a “Revista Voices” (Colômbia) – onde foi homenageado. Foi também curador da coluna “POEMA-PONTE” da “Revista Geração de 20” (Bahía, Brasil), na qual publicou dezenas poetas luso-brasileiros emergentes, tornando-se em 2024 cronista na Comunidade Cultura e Arte e no jornal O Cidadão.
Em 2025 lançou Contos Manhosos e Outras Histórias (Kotter Editorial – Portugal / Brasil) prefaciado por Bonga Kwenda, com homenagens a Mia Couto e Elza Soares, retomando as apresentações ao lado de Bonga, Marcos Pamplona, Elisa Scarpa, Lara Guimarães, Claiana, Carlos Muluba, entre outros.