O Governo Joga com as nossas vidas
Estão marcadas na linha do Norte, à volta de Espinho, vidas silenciadas pelo vicio do jogo. A proximidade do Casino o dita.
O jogo é um vicio, uma adição difícil de tornear que os psicólogos e psiquiatras bem conhecem e sabem ser de luta intensa e difícil.
Mas é o estado quem permite que o jogo seja mais endémico e nada faz para proteger os seus cidadãos.
É verdade que a lei permite a autoexclusão dos casinos e a exclusão forçada por decisão jurídica, mas não consegue evitar ou proteger o cidadão dos casinos online que devoram recursos e saúde mental.
Mas de que serve proteger a utilização dos casinos se promovemos o jogo nas raspadinhas, devoradoras de almas de idosos e carenciados, ou do placard, que já não é 1×2 mas até tem hóquei no gelo e campeonato Romeno?
O Jogo é cada vez mais disseminado nos órgãos de comunicação social.
Mas a cereja no topo do bolo envenenado são os concursos televisivos, soltos e abrasivos, incitando ao consumo compulsivo.
Os mais desprotegidos são assaltados no final do mês nas faturas das telecomunicações. E não, não vão ter dinheiro em cartão para superar as suas dificuldades.
Analisando as contas dos canais de televisão, estes jogos meio encapotados rendem a cada um mais de 100 milhões de Euros por ano, e as operadoras de telecomunicações vão buscar outro tanto. E o estado, através dos impostos fica mais rico e com gente mais pobre.
Tantas petições sobrelotam as nossas redes sociais e não há uma organização, da esquerda à direita, que avance com uma petição que leve à assembleia uma lei que impeça esta liberalização do jogo…que mata.
Regula-se a publicidade ao tabaco em defesa da saúde, ou dos produtos para crianças defendendo-as do açúcar e tantas outras maldades, e do jogo não.
Mais que os interesses financeiros dos grandes grupos e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, há que proteger os cidadãos.
Somos um país de iletrados, sobretudo a nível financeiro, precisamos de quem nos proteja.
Falamos de uma verdadeira roleta russa, apontada à cabeça dos mais frágeis.
Paulo Santos – Assessor