A EN 109 foi sempre um dos mais importantes eixos rodoviários. Era a coluna da ligação de costa entre norte e sul. Primeiro o troço do Porto à figueira de Foz e daí a lisboa via marinha grande. A EN 1 foi sempre a principal ligação e a EN 2 (hoje transformada em Ícone) a ligação interior.
Mas a 109 foi sempre a que teve mais dificuldade uma vez que atravessa territórios mais densos e com fortes flutuações sazonais de tráfego. Via estreita em muitos locais, subtraindo espaço aso peões.
Na génese é o estado quem deve cuidar deste eixo. Hoje através das Infraestruturas de Portugal. Mas há já bastantes troços que estão agora sob a responsabilidade das autarquias que atravessa.
Perdeu valor e importância, mas volta a estar sobrecarregada de trânsito pelo aumento do custo de vida e pelo pagamento das vias alternativas como a A29.
Um diagnóstico rápido permite afirmar que a estrada está demasiado degradada, cheia de buracos, que há muitas povoações que atravessa sem passeios e proteção dos peões, e que muitas vezes a sinalização e os semáforos ou não existem ou estão desligados.
As autarquias que ainda não têm controlo sobre esta via pressionam sistematicamente a IP para que faça intervenções de fundo, ou, no mínimo soluções de reparação imediatas. A Câmara de Ovar acaba de anunciar pressão para repor o funcionamento dos semáforos nos troços do concelho e as oposições, de uma ou outra forma vão realçando problemas de conservação ou mesmo estruturais.
A vizinha Estarreja já tomou posse da via e já vai procedendo a reparações.